sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Santo e o Profano

Tudo é permitido na folia de Momo, a cidade fica uma “Zorra”. Tudo é motivo para um sorriso aberto, entoamos canções absurdas, que falam de um lugar surreal, como visto no samba do Estourando cachaça, que menciona um museu na casa de cultura e outras fantasias reaproveitadas a preço de ouro, enfrentamos resignados às filas da vida e caminhamos com os pés colando na festa da madrugada, e exalam em suas sarjetas a fragrância da verdade. O palanque do caboclo na Estação, R$5.000,00 para nada, o que ganhamos com isso? A conta.

Se faltar o carro de som, a multidão canta seus desejos no gogó, é bonito de se ver o povo no picadeiro desse circo, e protagonizando um show dantesco de “auto ilusionismo”. O torpor vai arrastando a serpente de gente em uma procissão de pedidos e subserviência, aos pés dos sádicos mandatários, que os oferece uma quaresma de sofrimento; após um carnaval que nos deixa as cinzas da certeza... “Panis et circenses” é disso que o povo gosta é isso que o povo quer... Está vendo! O samba entorpece, mal comecei a escrever, estou cantarolando.

A Sexta Feira é Santa e me faz refletir, o Sábado é de Aleluia, e se chutarem uma lata no chão o povo samba! Já no Domingo de Páscoa, desejo o renascimento no coração de cada um, e que cada uma renasça na situação do outro, para ver o que é bom nos dois lados da moeda.

Feliz Páscoa

A. Penna

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